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01 julho 2014

Repórter da Rede Record leva um balde d'água ao vivo; assista








do BOL, em São Paulo

Na terça-feira (24), a repórter Larissa de Oliveira, da Record Minas, foi surpreendida com um balde d'água durante link ao vivo para o "Cidade Alerta".
A jornalista fazia uma reportagem sobre Vanessa Pires, de 18 anos, que foi acusada de depredar carros para poder ficar presa na mesma cadeia onde seu namorado está.  Quando Larissa entrou no ar, Vanessa saiu de sua casa e molhou a jornalista, que ficou sem reação: "Eu não creio que isso aconteceu comigo".
Do estúdio, Marcelo Rezende gritou: "Vai pegar pneumonia!"
Em depoimento à polícia, a acusada confirmou as depredações e disse que jogou água na jornalista como represália porque ela foi abusada ao ficar na frente de sua casa.

24 junho 2014

Preços na Copa sobem até 500% próximo aos estádios


Do G1, em São Paulo*

G1 fez levantamento de preços no entorno dos 12 estádios da Copa.
Cerveja, refrigerante, cachorro-quente e estacionamento ficaram mais caros.




Quem vive nas cidades onde estão acontecendo os jogos da Copa do Mundo já percebeu que o comércio e os serviços aproveitaram a competição para elevar os preços – em alguns casos, várias vezes acima do valor original.
Um levantamento feito pelo G1 constatou que as despesas mais comuns feitas pelos torcedores no entorno dos estádios chegaram a subir 500% no mês que antecedeu o início da Copa. No mesmo período, a inflação ficou em cerca de 0,4%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), da FGV.
G1 pesquisou preços em estabelecimentos comerciais no entorno dos 12 estádios que recebem jogos da Copa do Mundo. Os levantamentos foram feitos no dia 12 de maio (um mês antes do início da competição) e no dia do primeiro jogo da Copa realizado em cada estádio.
A alta mais “gritante” foi encontrada no preço do estacionamento em Fortaleza: de R$ 10 vistos no dia 12 de maio, o preço subiu para R$ 60 no dia 14 de junho, quando a Costa Rica venceu o Uruguai por 3 a 1.
Não foi a única cidade onde o preço do estacionamento subiu bem acima da inflação: em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife, a 800 metros da Arena Pernambuco, estacionar o carro ficou 400% mais caro entre as duas datas pesquisadas.
Em algumas cidades, no entanto, o preço não foi alterado: em São Paulo, ficou em R$ 19; em Salvador, em R$ 30; e em Porto Alegre, em R$ 50.
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Australianos na Orange Square em Porto Alegre, onde a cerveja subiu 100% (Foto: Caetanno Freitas/G1)


Água, refrigerante, cerveja
Se os preços do lado de dentro dos estádios eram fixos, nos arredores das arenas tudo variou. O torcedor que quis uma cerveja antes do jogo pagou até R$ 7,90 por uma latinha, nas proximidades do Maracanã – cerca de 75% acima dos R$ 4,50 cobrados no mesmo estabelecimento um mês antes.
Em Salvador, o preço da cerveja mais que dobrou, passando de R$ 2 para R$ 5. Em Recife, o preço subiu de R$ 2,50 para R$ 4, e em Natal, de R$ 2,5 para R$ 3.
Mais sorte tiveram os torcedores que acompanharam jogos na em Cuiabá, em Brasília e em Fortaleza, onde o G1 encontrou preços iguais nas duas pesquisas.
Também foi no Rio de Janeiro que o torcedor pagou mais pelo refrigerante: a latinha foi encontrada a R$ 7,20 próximo ao estádio na pesquisa feita em junho. Em maio, a mesma bebida saía por R$ 4,40. Em São Paulo, a alta foi mais “modesta”, de R$ 4 para R$ 4,50.
Em Porto Alegre, o G1 encontrou alta de 100% no preço da cerveja, de R$ 2,50 para R$ 5 entre as duas pesquisas. Mais uma vez, os torcedores de Brasília e Cuiabá tiveram mais sorte, e o preço encontrado nos dois locais não variou.
Nem a água escapou da disparada de preços. Em Recife, a garrafinha teve alta de 50%, de R$ 2 para R$ 3 – preços idênticos aos registrados em Fortaleza. Em Porto Alegre, ela dobrou de preço: de R$ 1,50 para R$ 3.
Mais uma vez, no entanto, foi no Rio que o consumidor pagou mais: o G1 encontrou um estabelecimento vendendo a garrafinha por R$ 4,90, bem acima dos R$ 2,90 cobrados um mês antes.
"Mais pedido" (Foto: Caio Prestes/G1)Cachorro-quente ficou mais caro em
algumas capitais (Foto: Caio Prestes/G1)
Alimentação
O preço da alimentação assustou menos os torcedores. No caso do cachorro-quente, o G1encontrou alta de preços apenas em Manaus, Porto Alegre e Fortaleza.
A mais acentuada foi na capital do Amazonas: 71%, de R$ 4,20 para R$ 7,20. Em Porto Alegre, o preço subiu de R$ 7 para R$ 10, e em Fortaleza, de R$ 3 para R% 5.
Quem preferiu um pacotinho de batata-frita encontrou os preços até 50% mais caros. Caso de Recife, onde passou de R$ 2 para R$ 3. Em Fortaleza, o preço do mesmo pacotinho subiu de R$ 3 para R$ 5.
Hospedagem
Os preços dos hotéis também dispararam. Em Salvador, a diária de um hotel quatro estrelas deu um salto de 371% entre as duas datas pesquisadas, de R$ 155 em maio para R$ 730 no dia da goleada da Holanda sobre a Espanha.
Os quartos do hotel são novos e têm 28 metros quadrados (Foto: Natália de Oliveira)Hotéis ficaram mais caros em Fortaleza e Porto
Alegre, entre outras (Foto: Natália de Oliveira)
G1 encontrou preços também elevados em outras cidades. Em Fortaleza, a diária subiu 240%, de R$ 267 para R$ 908,50. Em Natal, de R$ 180 para R$ 414. A hospedagem em Porto Alegre também mais que dobrou de preço, passando de R$ 110 para R$ 260.
Em Recife, a alta foi menor, de 18,5%, passando de R$ 562 para R$ 666. Em Belo Horizonte, a diária passou de R$ 350 para R$ 390.
Na contramão dessa lógica, no entanto, o G1constatou que, em Brasília, houve queda de 51% no preço: a diária caiu de R$ 759 para R$ 369 entre 12 de maio e 15 de junho, quando a Suíça e o Equador se enfrentaram no estádio Mané Garrincha.

09 abril 2014

Ministro do STF nega liminar para acusado de roubar galinha


André Richter - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de liminar para arquivar ação penal contra um homem acusado de roubar um galo e uma galinha, avaliados em R$ 40. Segundo o ministro, o caso deve ser resolvido no mérito do habeas corpus, após manifestação do Ministério Público.
O caso chegou ao STF após percorrer todas as instâncias do Judiciário. Segundo a denúncia, Afanásio Maximiniano Guimarães tentou roubar uma galinha e um galo que estavam no galinheiro da vítima, Raimundo das Graças Miranda.
Depois o ocorrido, a Defensoria Pública pediu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que o processo fosse declarado extinto, uma vez que o acusado devolveu os animais. Apesar do pedido de aplicação do princípio da insignificância para encerrar o processo, a Justiça de Minas e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), última instância da Justiça Federal, rejeitaram pedido para trancar a ação penal.
Ao analisar o caso no STF, o ministro Luiz Fux decidiu aguardar o julgamento do mérito do pedido para decidir a questão definitivamente. “A causa de pedir da medida liminar se confunde com o mérito da impetração, porquanto ambos referem-se à aplicabilidade, ou não, do princípio da insignificância no caso sub examine. Destarte, é recomendável que seja, desde logo, colhida a manifestação do Ministério Público Federal”, decidiu Fux.

01 agosto 2013

Justiça bloqueia bens de Célio Silveira (PSDB), ex-prefeito de Luziânia


Luziânia-GO













Acolhendo pedido liminar requerido pelo promotor de Justiça Julimar Alexandro da Silva, a juíza Soraya Fagury Brito determinou o bloqueio de bens do ex-prefeito de Luziânia Célio Antônio da Silveira (PSDB) e atual presidente da Agência Goiana de Esportes e Lazer (Agel), até julgamento final de ação que questiona a contratação, pelo município, de servidores sem concurso público entre outras irregularidades. A ação aponta que, em 2007, o Ministério Público apurou que havia uma defasagem do plano de cargos e salários do município, o que levou à promulgação a Lei nº 3.293/2009. Contudo, além desta situação, foi constatada a contratação de servidores sem a necessária realização de concurso público e o pagamento cumulativo a servidores da prefeitura de gratificação de representação de gabinete e por exercício de encargo, chefia, assessoramento, secretaria e inspeção.



O Ministério Público constatou ainda que inúmeros profissionais foram admitidos por meros contratos e sem qualquer critério objetivo de escolha. Assim, foi recomendado ao então prefeito que interrompesse o pagamento cumulativo das gratificações. No entanto, a norma foi burlada com a aprovação da Lei nº 3.111/2007.

 decisão, a magistrada destaca que o bloqueio de vens visa garantir a futura recomposição do patrimônio público lesado, bem como a execução de eventual sanção pecuniária a ser imposta e qualquer outro encargo financeiro decorrente da condenação. Após a determinação, a juíza decretou o sigilo do processo em razão da documentação juntada aos autos.
 decisão determinou que se oficie o Cartório de Registro de Imóveis para que informe a existência de eventuais bens registrado em nome do ex-prefeito e bloqueie eventuais transferências e também o Banco Central, para que determine a todos os bancos que informem se o réu é titular de contas bancárias ou aplicações de qualquer espécie e bloqueie as contas. O bloqueio das alienações de veículos registrados no Detran e também o fornecimento da declaração de bens e rendimentos dos últimos dois anos de Célio Silveira, pela Secretaria da Receita Federal, também foram ordenados judicialmente.



Assessoria de Com. Social MP/GO
Hélio Porto Júnior DRT/DF 9280/MTE



Vigilantes optam por estado de greve

Categoria rejeita alteração na jornada de trabalho. Medida poderia acarretar prejuízos nos direitos
Myla Alves
Goiânia-GO
Em assembleia, profissionais alegam falta de diálogo e anunciam data para a paralisação

Desde o anúncio de uma convenção coletiva de trabalho que determina nova jornada, prevista para valer a partir de 1º de setembro, a categoria dos vigilantes tem se mostrado insatisfeita com o modelo proposto. Em assembleia realizada na manhã de ontem, na sede do Sindicato dos Vigilantes do Estado de Goiás (Seesvig), a categoria aprovou estado de greve, o que significa um alerta para a entidade patronal, já que os profissionais podem paralisar as atividades em todo o Estado.
No entanto, ainda não há data para a paralisação. Mas, de acordo com o sindicato, será antes de 1º de setembro. Atualmente, a jornada de trabalho obedece ao regime 12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso, com direito a uma folga semanal. A mudança prevê que os vigilantes passem a trabalhar seis horas diárias.
O presidente do Seesvig, Tomé Costa, explica que os vigilantes trabalham no atual regime há mais de 17 anos e que a mudança trará prejuízos à categoria. “Já nos adaptamos a essa jornada. Há profissionais que utilizam esse período de folga na sua rotina para ter outro emprego, estudar ou cuidar da casa e da família. A mudança foi drástica e feita sem comunicar a ninguém. Fomos surpreendidos com um ofício dos patrões de que a jornada mudaria para seis horas”, diz.
O sindicato alega que não houve diálogo para a tomada da decisão. “Foi uma decisão unilateral, tomaram essa posição por conta deles, sem acordo com o sindicato.” Mas o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança, de Transporte de Valores e de Cursos de Formação de Goiás (Sindesp-GO), Lélio Vieira Carneiro, nega que não tenha havido diálogo. “Estamos dialogando desde o fim de 2012. Nossa decisão se baseia na justiça, não queremos descumprir uma ordem judicial. Também achamos que eles têm razão de não querer essa mudança, mas muitas ações judiciais foram abertas, o que motivou a decisão.” A convenção coletiva de trabalho foi acordada dia 27 de maio, e contou com a adesão do Sindesp-GO e do Sindicato dos Vigilantes e Seguranças de Goiânia (Sindvig).
Carneiro diz que o Ministério Público do Trabalho (MPT) está dividido em relação ao modelo que deve vigorar. Tanto que deverá ser assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao MPT, para que haja uma saída que beneficie patrões e profissionais. O órgão começou a fiscalizar, segundo ele, a presença de um substituto durante o intervalo do vigilante. “Os trabalhadores se alimentam no local e precisam trocar de roupa porque não podem sair na rua com o uniforme. O Ministério do Trabalho exige que haja outro profissional para cobrir esse período ou que haja acréscimo de no mínimo 50% sobre o valor da remuneração normal da hora de trabalho, caso não seja concedido o intervalo”, esclarece.
Exposição
Para o dirigente do Seesvig, Tomé Costa, no regime de trabalho de 12 horas por 36, os patrões precisam pagar adicional noturno de 20%, domingos e feriados, por exemplo, o que na maioria das vezes não acontece. Com a mudança da jornada, não há pagamento de adicional noturno e de vale alimentação, pontos que também causaram insatisfação.
Outro prejuízo apontado por Costa se refere à segurança dos trabalhadores que, normalmente, ficam expostos à criminalidade, sobretudo por portarem armas muitas vezes cobiçadas por assaltantes. Com a nova jornada, eles podem ter que deixar o posto de trabalho no meio da madrugada. Se o trabalhador entrar às 20 horas, terá que sair às 2 horas, o que acarreta em dois perigos. O primeiro é abrir o portão do local de trabalho nesse horário, gerando insegurança para o profissional e para o estabelecimento. O segundo é que, nesse horário, o vigilante não tem transporte para ir embora e não pode ficar lá dentro, além dos riscos que ele corre de deixar o trabalho na madrugada.
Os profissionais contrataram uma advogada para defender seus interesses na Justiça. Geovana Bernardes de Oliveira informa que vai entrar com uma manifestação no Ministério do Trabalho para que a nova jornada não entre em vigor.
Fonte O Hoje de Goiânia-GO
Reportagem dia 23.07.2013

29 junho 2013

Passe livre irrestrito para alunos

GOIÂNIA-GO
Parceria proposta pelo prefeito de Goiânia é aceita por Marconi Perillo, prefeitos das cidades da região metropolitana e Anápolis
Jânio Darrot, Marconi Perillo, Paulo Garcia e Antônio Gomide durante anúncio do passe livre no Palácio Pedro Ludovico, ontem



 O governador Marconi Perillo (PSDB) aceitou proposta de parceria feita pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), no sentido de conceder passe livre estudantil a todos os estudantes da região metropolitana de Goiânia, incluindo Anápolis. Com a decisão, anunciada ontem ao final da manhã, após reunião entre o governador e os prefeitos, cerca de 100 mil alunos serão beneficiados, independente de condição social ou de participação em outros programas sociais.
Depois de uma reunião, pela manhã, no Palácio Pedro Ludovico, com a presença de outros cinco prefeitos da região, os dois, Paulo e Marconi, decidiram unificar as propostas anunciadas antes por ambos, universalizando o benefício.
Com o entendimento, não serão mais contemplados apenas alunos da rede pública estadual, como previa a proposta de Marconi, e nem tão-somente alunos da rede municipal de ensino de Goiânia, como pregava Paulo Garcia.
A partir da aprovação da nova proposta, que terá que passar pelo crivo da Assembleia Legislativa e das respectivas câmaras municipais, passarão a contar com o passe livre estudantes do ensino fundamental ao superior, de instituições públicas e privadas. A cidade de Anápolis também foi incluída no processo, com o consentimento do prefeito Antônio Gomide (PT), que também participou da reunião de ontem.
Custos
O custo do subsídio da passagem do transporte coletivo foi calculado em R$ 3,2 milhões mensais, e, segundo o governador, o Estado arcará com R$ 1,6 milhão (50%), Goiânia, com R$ 1 milhão (30%), e os demais municípios, com R$ 600 mil (20%).
No caso do Estado, Marconi informou que os recursos financeiros para bancar o benefício virão da Secretaria de Educação e do Fundo de Proteção Social do Estado (Protege Goiás), que acaba de ser irrigado com R$ 2,4 milhões, conforme projeto de lei aprovado esta semana pela Assembleia Legislativa.
Em entrevista coletiva, o governador admitiu que os protestos apressaram a tomada de decisões, mas adiantou que, por sua iniciativa, em cumprimento à promessa de campanha, a Assembleia já havia aprovado o passe livre, agora colocado em prática. “O que aconteceu com as manifestações é que elas apressaram as iniciativas de todos e nesse aspecto foi muito benéfico o que aconteceu”.
No caso da Prefeitura de Goiânia, havia sobre a mesa de Paulo Garcia autógrafo de lei que instituía passe livre estudantil para estudantes goianienses. A proposta, de iniciativa da vereadora Tatiana Lemos (PCdoB), foi vetada pelo prefeito, na quinta-feira, 27, que alegou inconstitucionalidade da matéria
Para o governador, o compromisso do governo federal com o pacto da mobilidade ficou explícito com o posicionamento da presidente Dilma Rousseff, ao anunciar a aplicação de 100% dos recursos dos royaties do petróleo para a educação. Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defende a partilha de 75% para a educação e 25% para a saúde, que Marconi disse achar justo. “Com isso, já está clara a sinalização da presidente Dilma e do Congresso Nacional de buscar a garantia de recursos para cobrir essas despesas”, frisou. “O que nós estamos fazendo aqui é antecipando uma decisão que será tomada lá (em Brasília)”, observou.
fonte o Hoje de Goiânia-GO

26 junho 2013

Vândalos são os mesmos de torcidas organizadas


Goiânia-GO

Polícia Civil considera que atos de depredação foram praticados por grupos conhecidos por agir com violência na capital
Passos


Além de carros, vidraças também foram quebradas na sede da TV Serra Dourada, no Jardim Goiás

A Polícia Civil trabalha com a informação de que um grupo de vândalos se infiltrou nas duas manifestações que tomaram as ruas de Goiânia, no intuito único de promover saques e depredações. Prédios e carros ficaram destruídos após a passagem do bando durante o protesto de segunda-feira (24).

O delegado titular do 1ª Distrito Policial (DP), Isaías Pinheiro, considera que homens que costumam adentrar torcidas organizadas, os mesmos que causam depredações e confusão após partidas de futebol no estádio Serra Dourada, foram os responsáveis pelos ataques mais recentes. “É a mesma quadrilha que infiltra as organizadas do Vila Nova e Goiás. Não são manifestantes, são bandidos”, afirmou. O número certo de pessoas mobilizadas para tais ações ainda é incerto.

Pelo menos dez pessoas foram presas durante os dois últimos protestos. Alguns dos detidos devem responder inquérito policial por formação de quadrilha e crime qualificado, que será encaminhado à Justiça nos próximos dias. No momento, há apenas dois homens que permanecem presos. O restante foi liberado, pois cometeram crimes considerados de menor potencial ofensivo, que foram registrados em um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO).

O delegado ainda disse que entre os vândalos há muitos adolescentes menores de 18 anos. “Todos eles têm passagem pela polícia por furto, roubo, dano ao patrimônio ou homicídio.” Único detido na manifestação de segunda-feira que teve a identificação divulgada, Leonardo Henrique de Almeida, 19 anos, permanece na carceragem do 1ª Distrito Policial (DP).

Na busca de identificação dos responsáveis por depredações, a Polícia Civil trabalha em parceira com a Polícia Militar (PM). De acordo com o tenente-coronel Walter Caetano Pereira, inúmeros carros foram danificados, sendo inclusive três da imprensa e uma viatura policial. Disse também que imagens podem auxiliar o trabalho investigativo. “Estamos trabalhando para que os culpados sejam identificados. A polícia é orientada a fazer imagens da ação, caso seja possível”, acrescentou.

O Serviço de Inteligência da Polícia Militar (P2) continua com o monitoramento e levantamento de informações. Tenente-coronel Walter Pereira, chefe da assessoria de comunicação social da PM, ressaltou que o serviço da P2 é sigiloso, por isso, normalmente os detalhes do trabalho não são divulgados.

Defesa de acusados

O advogado Bruno Pena, que atuou na defesa criminal dos manifestantes, disse que, inicialmente, na primeira grande manifestação, nove pessoas foram detidas. “Mas, no dia da prisão mesmo, conseguimos liberar cinco. Em outros quatro casos, foram lavrados apenas boletim de ocorrência.”

O advogado, que é membro da coordenação do sistema internacional de defesa dos direitos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), acredita que os acusados, se condenados, devem responder ao processo em liberdade. “Não existe nenhum elemento probatório da autoria do delito. Só tem a palavra dos policiais contra a palavra dos detidos”, ressaltou.

Ele ainda informou que o presidente do Conselho Federal já se reuniu com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Na ocasião, o conselho solicitou para que houvesse determinação de que a polícia não atue com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha durante as manifestações. “Pois é isso que leva ao confronto”, acredita o advogado.

Frente considera polícia incapaz de dialogar

Apesar de não ter participado e mobilizado a população para a manifestação que aconteceu segunda-feira em Goiânia, integrantes da Frente Contra o Aumento da Passagem, responsável pelas primeiras mobilizações, acredita que a força policial é incapaz de dialogar com os manifestantes. Flávio Batista do Nascimento, um dos integrantes do grupo, analisou o desfecho do movimento de segunda-feira e considerou que a polícia atuou de forma desproporcional.

Ele não apoia atitudes de vandalismo, mas afirma que a ação policial que pôde ser observada é ainda mais problemática. “Demonstra incapacidade. Sabemos que existe na polícia um grupo repressor que atua nas periferias, não só de Goiânia, mas do Brasil, que age com truculência.”

A Frente também acredita que a série de demandas cobradas nas ruas ficou ampla demais. “Agora há certa insatisfação social, que é de certa forma difusa. Da maneira com está não representa nossos anseios”, disse. Uma reunião na noite de ontem foi realizada pra definir a próxima pauta do protesto organizado pela Frente Contra o Aumento. “Nossa ação está tentando pautar manifestações com movimentos sociais e grupos. Ontem a presidente já anunciou a possibilidade de uma reforma política. Isso para nós já é interessante”, defendeu.

A Frente Contra o Aumento pretende ainda traçar uma estratégia para que não aconteçam atitudes violentas durante a próxima marcha, que ainda não tem data marcada. “Estamos abertos, não somos um grupo fechado. O que não queremos é comprar a pauta de nacionalismo exacerbado”, finalizou. (LP)

Fonte: Jornal o Hoje de Goiânia-GO

03 junho 2013

MP vai investigar doação do governo de R$ 2,5 milhões ao Goiás Esporte Clube


Última atualização em Segunda, 03/06/2013 16:28h
serrinha visãoAérea
(Reprodução: TV 730)
Apesar de, nos bastidores, o treinador Luiz Felipe Scolari não estar satisfeito de treinar a seleção brasileira em Goiânia, a equipe desembarca hoje na capital. Os atletas vão passar por treinamento e preparação física durante quatro dias em solo goiano para a estreia na Copa das Confederações, que será contra o Japão, em Brasília, no dia 15 de junho.  Os locais definidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na capital para que os craques da seleção se preparem para o confronto foram o Estádio Hailé Pinheiro, sede social do Goiás Esporte Clube (GEC), e o Centro de Treinamento do clube.
Para atender às especificações técnicas impostas pela CBF, ambos os complexos tiveram que passar por uma reforma. Somente com as adaptações no Estádio Hailé Pinheiro foram gastos R$ 4 milhões, sendo R$ 2,5 milhões oriundos dos cofres públicos do Estado. 
Todavia, todo este montante foi desembolsado para que a seleção treine uma única vez no estádio, apenas na tarde de amanhã, dia 4, de acordo com a programação divulgada. Nas negociações iniciais, a seleção ficaria em Goiânia 18 dias, passaram para 10 e agora diminuíram para quatro. As adaptações foram realizadas ponderando, ainda, a construção de uma nova arena, que será erguida no local futuramente.
Joao Bosco Goiass
João Bosco Luz, presidente do Goiás: “Foi um esforço do Governo de Goiás e da Federação Goiana de Futebol para que a seleção viesse treinar na capital
Na totalidade, a obra é de reconstrução dos vestiários, instalações elétricas, rebaixamento e substituição do gramado. Para o presidente esmeraldino, João Bosco Luz, o montante que o governo destinou ao clube não se trata de uma doação, mas sim de um investimento. “Foi um esforço do Governo de Goiás e da Federação Goiana de Futebol (FGF) para que a seleção viesse treinar na capital. A CBF enviou uma comissão técnica para decidir o local dos treinamentos e os três clubes (Atlético Goianiense, Vila Nova e Goiás) foram visitados. Porém, optaram pelo complexo do Goiás, mesmo assim exigiram algumas mudanças na estrutura”, justifica o presidente do clube.
Ressaltando que o clube é uma iniciativa privada, questiona-se por que não foram firmadas parcerias entre patrocinadores ou outras entidades particulares para que o Goiás conseguisse arcar com o ônus das próprias obras de melhoria da infraestrutura. Ou mesmo, por que o governo não investiu os tais R$ 2,5 milhões no Estádio Serra Dourada, já que ele é um patrimônio público e poderia, satisfatoriamente, acolher a equipe de Felipão. Por último, discute-se ainda se com os investimentos do governo do Estado, outros clubes não teriam condições de receber os atletas.
No caso do Atlético Goianiense (ACG), por exemplo, o diretor de futebol Adson Batista estima que, com apenas R$ 500 mil investidos pelo governo, o clube teria recursos suficientes para reformar o Centro de Treinamento e atender às especificações técnicas da CBF. O diretor explica que o clube possui uma estrutura funcional e, excepcionalmente, o gramado não foi aprovado pela comissão, o que também não havia sido assentido no Estádio Hailé Pinheiro.  “O Atlético tem toda a infraestrutura para receber a seleção brasileira, inclusive fomos aprovados, mas o campo não atendia aos parâmetros técnicos”, ilustra.
AdsonBatista Atlético
Adson Batista, diretor do Atlético:
Regulamentado em 2009, o programa Proesporte contempla R$ 5 milhões por anode renúncia fiscal para o Estado de Goiás investir no esporte. As empresas aprovadas pela Agência Estadual de Esporte e Lazer (Agel) que destinarem recursos para o setor terão 100% de redução no ICMS, explica o secretário executivo do programa, Fidêncio Lobo. No grupo de projetos da governadoria aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia legislativa está o que aumenta o valor desse recurso. O previsto é que o limite da verba passe de R$ 5 milhões para R$ 6,5 milhões anualmente. Tudo indica que, se aprovado, este acréscimo beneficiará, inicialmente, o Goiás Esporte Clube.  “Se houver uma mudança na lei e um maior repasse de recursos, com certeza os clubes receberão dinheiro do governo”, defende Fidêncio.
O uso duvidoso do dinheiro público pode ser visto pela morosidade nas obras do Estádio Olímpico. O centro esportivo foi demolido em 2006 para dar lugar a um estádio moderno, que vai compor o Centro de Excelência do Esporte. Contudo, o Ministério Público Federal embargou a obra por suspeita de irregularidades na aplicação dos recursos da União. Durante o lançamento do Programa Nota Show de Bola, em março deste ano, Marconi Perillo afirmou que desistiu de esperar pelos recursos do governo federal. Diante disso, o governador garantiu que o Estado arcaria com todos os gastos das obras do Estádio. Três meses depois, a situaçao do estádio não mudou. O governador Marconi Perillo o inclui entre as obras que serão entregues até 2014.
A dispendiosa obra realizada no Hailé Pinheiro esconde outros mistérios. A polícia investiga denúncia de propina para atrasar a obra. De acordo com a acusação, um luxuoso carro de cor preta teria parado em frente ao centro esportivo em reforma. Do automóvel desceu um homem que teria aliciado, oferecendo dinheiro, o mestre-de-obras para atrasar o serviço. O clube reforçou a segurança e registrou boletim de ocorrência na polícia, porém ainda não é sabida a procedência do suposto suborno, que pode ser tanto de clubes rivais, quanto da oposição do governo do Estado. “Estamos tão envolvidos com a obra que não nos deixamos abater por esse fato. O solucionamento do caso esta a cargo da justiça, a nossa parte já foi feita, que era registrar o boletim de ocorrência”, expõe João Bosco.
Na semana passada, uma denúncia anônima foi apresentada ao Ministério Público sobre a obra no complexo Hailé Pinheiro. Na tarde de hoje será realizado um sorteio para destinar o processo a um dos promotores de Justiça do Patrimônio Público, que deve dar andamento às investigações.
PORTAL 730  Goiânia-Go