Goiânia-GO -

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06 outubro 2012

Mais de 20 mil candidatos disputam os votos dos 4,2 milhões de eleitores em GO







Neste domingo (7/10), 20.528 candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador nos 246 municípios goianos disputam os votos dos 4, 2 milhões de eleitores de Goiás. São 682 candidatos a prefeito, 704 a vice-prefeito e outros 19.142 candidatos que disputam vagas nas câmaras municipais. Em 2008, foram 15.747 candidatos às eleições municipais.

Em Goiânia, 850.777 eleitores estão regulares junto à Justiça Eleitoral para, pela primeira vez, votarem com identificação biométrica. Além de Goiânia, outras três cidades, Hidrolândia, Corumbá de Goiás e Cocalzinho, terão eleição biométrica.

Goiânia é uma das primeiras capitais brasileiras onde a eleição terá identificação biométrica do eleitor. A biometria foi novidade nas eleições de 2010, mas agora, em 2012, é a primeira vez em que eleitores das capitais terão a oportunidade de votarem por meio da identificação biométrica da digital. O eleitor que irá votar por meio da identificação biométrica deverá levar, em média, 1 minuto e 10 segundos para votar.

Além dos mais de 600 servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e 130 juízes eleitorais, 54 mil mesários farão o trabalho da Justiça Eleitoral no Estado, desde a votação até o final da totalização dos votos. Nas eleições de 2010 o TRE-GO foi o quarto no país a totalizar os votos.

Nas eleições municipais deste ano, a totalização dos votos será feita na sede da Asmego (Associação dos Magistrados do Estado de Goiás), no Jardim Goiás. Cerca de 400 profissionais, dentre servidores do TRE, juízes, profissionais de imprensa, representantes de partidos e de candidatos, estarão envolvidos no trabalho de divulgação e totalização dos votos.

Em Goiás serão 13.718 seções eleitorais espalhadas nos 246 municípios. Em Goiânia são 2.598 seções eleitorais. Mais de 15 mil urnas eletrônicas serão utilizadas nas eleições de domingo, sendo que parte delas são urnas reservas.

mais goiás

O último aceno aos eleitores arredios


GOIÂNIA-GO

Candidatos fazem hoje últimas manifestações públicas. Governador estará na passeata de Jovair Arantes 

FLÁVIA GUERRA
Em 06/10/2012, 02:27

 

Os candidatos à Prefeitura de Goiânia e à Câmara Municipal fazem hoje suas últimas manifestações públicas em busca de votos, num aceno final ao apático eleitor. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as passeatas, carreatas e uso de carros e amplificadores de som se encerrem às 22 horas. A partir deste horário fica proibida também a distribuição de material gráfico. De olho nas preciosas horas finais de campanha, os candidatos promovem hoje grandes eventos de mobilização.
À frente nas pesquisas de intenção de voto, o prefeito Paulo Garcia (PT) e o deputado federal Jovair Arantes (PTB) preparam caminhadas em regiões de grande movimentação da capital. Jovair terá a companhia do governador Marconi Perillo.
A coligação Goiânia sustentável planeja iniciar a marcha a partir do Parque Campininha das Flores, em Campinas, e seguir até a Praça do Botafogo, no Setor Universitário. O evento está previsto para esta manhã. De acordo com a organização, a intenção é privilegiar regiões que marcam a história dos partidos coligados e das eleições na capital. À tarde, às 16 horas, Paulo e Agenor participam da carreata final na região noroeste, no Jardim Nova Esperança.
Apostando no segundo turno, Jovair Arantes vai fazer praticamente o mesmo percurso do principal adversário, seguindo, no entanto, o sentido contrário. Também pela manhã, ele sai da Praça do Botafogo, com destino à Praça da Igreja Matriz de Campinas, região onde passou parte da juventude e iniciou sua carreira política.
O governador estará presente na caminhada do petebista, no curso de uma movimentação que o levou, ontem, às cidades de Posse, Trindade e Catalão, oferecendo apoio político aos respectivos candidatos de sua base política.
Aval a plano de Darrot
O governador compareceu ao último comício da Coligação Renovar Trindade Para Todos, para reafirmar seu apoio ao plano administrativo anunciado pelo candidato a prefeito de Trindade Jânio Darrot. Milhares de pessoas se reuniram na praça da Igreja Matriz, demonstrando entusiasmo pelo resultado das últimas campanhas que apontam Darrot como o preferido da maioria do eleitorado.
O ex-vereador, médico Paulo César Alves Borges, que já pertenceu aos quadros do PT, arrancou aplausos da multidão ao falar de sua luta contra os desmandos na área da Saúde, durante os últimos 12 anos de administração municipal em Trindade.
Jânio Darrot lembrou nomes que foram fundamentais na campanha e encerrou sua fala dirigindo-se a Marconi Perillo. Parabenizou o governador pelo sucesso do Estado. “No Brasil, proporcionalmente, Goiás é o que mais cresce, o que mais gera empregos. Mas é preciso que voltemos ao nosso município e agradecer Marconi Perillo pela parceria aos muitos feitos por Trindade.” 
“Visito hoje o segundo comício nesta eleição. Estive em Palmeiras, minha terra natal, e, por amor e respeito a esta cidade e para honrar o excelente trabalho realizado pelo Jânio, estou hoje em Trindade”. Em tom de muita confiança, Marconi abonou o Plano de Governo apresentado por Darrot.

folha 06.10.2012
fonte O Hoje de Goiânia-GO

04 outubro 2012

MEGA CARREATA DA VITÓRIA - VALPARAÍSO DE GOIÁS-GO


02 outubro 2012

Pesquisa Exata OP aponta Lucimar como prefeita de Valparaíso de Goiás





Na espontânea, a petista tem 38,3%, e na estimulada obteve 46% dos votos


Redação Jornal Coletivo
A sete dias das eleições municipais de 2012, os números começam a apontar os possíveis vencedores das urnas em diversas cidades brasileiras. O Instituto de Pesquisas Exata OP promoveu uma pesquisa na cidade de Valparaíso, em Goiás, dias 28 e 29 de setembro, protocolada no TRE sob o nº GO 00453/2012, na qual foram entrevistadas 840 pessoas sobre suas intenções de voto para prefeito da cidade, que conta com quatro candidatos: Adolfo Lopes (PMN), Lêda Borges (PSDB), Professsora Lucimar (PT) e Vargas Alves (Psol). Os números foram divulgados, ontem, com margem de erro de 2,4%, tendo um percentual de 95,6% no intervalo de confiança, analisando votos espontâneos e estimulados.

Os registros espontâneos apontam que a petista Professora Lucimar está na frente, com 322 votos, um percentual de 38,3%. A tucana Lêda Borges está na segunda posição, com 295 citações: um percentual de 35,1%, enquanto Adolfo Lopes  foi citado por cinco  eleitores, com percentual de 1%. Já Vargas, do Psol, teve duas citações: um percentual de 0,2%. Cento e setenta e sete eleitores mostraram-se indecisos, um percentual de 21,1%.  Já 39 eleitores disseram que vão anular seu voto, o que soma um percentual de 4,6%. 

Na pesquisa estimulada a Professora Lucimar obteve 386 votos, um percentual de 46%. Lêda Borges segue em segundo lugar, com 343 citações, um percentual de 40,8%. Adolfo Lopes  obteve na estimulada oito citações, portanto,  1%. Vargas, do Psol, manteve duas citações e o percentual de 0,2%.



Avaliação foi feita entre 840 eleitores e tem margem de erro de 2,4%

Folha de Goiás 02.10.2012
 

29 setembro 2012

O café cada vez mais sofisticado



Como obter o melhor da bebida, tanto no sabor quanto nos benefícios que ela pode trazer à saúde

Adriana Nicacio e Monique Oliveira

Há um consenso entre os fabricantes: os brasileiros estão mais em busca de um café de qualidade. Da parte de quem produz, a boa notícia é que é possível contar com critérios rigorosos capazes de atender a essas exigências. Hoje, ao contrário do que se verificava na década passada, o café consumido no Brasil segue o rigor da qualidade para a exportação, com impurezas que não podem passar de 1%. Também desde 2004, o selo PQC (Programa de Qualidade do Café), encontrado no rótulo, certifica a bebida nas categorias tradicional, superior e gourmet. “Coletamos e experimentamos amostras do mercado todos os anos”, explica Nathan Herszkowiczm, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Café. Com um excelente grão nas mãos, o País tem o que há de melhor da bebida que já foi chamada de vinho da Arábia, pelo caráter inebriante, requintado e saboroso. A seguir, saiba como desfrutar da sofisticação desse produto tão brasileiro.
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19 agosto 2012

Orçamento doméstico em risco? Fuja das dívidas


Se é difícil resistir às tentações de promoções e ofertas, a melhor saída é se planejar minuciosamente
ANDRÉ PASSOS
Em 19/08/2012, 01:41

Controlar o orçamento não é tarefa fácil. Diante de tantas tentações, poupar é um trabalho árduo, Mesmo elaborando um planejamento financeiro, o número de famílias que não consegue controlar os gastos continua crescendo. Muitos gostariam de conseguir economizar até o último centavo, mas não conseguem gastar um valor de acordo com a renda mensal. A primeira dica, e principal, é não gastar mais do que se ganha.
Apesar de o número de famílias goianas endividadas ter apresentado queda, de 6,4%, na amostra anual da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Federação do Comércio de Goiás (Fecomércio), na passagem de junho para julho houve aumento de 10%.
O consumidor alega que é quase impossível resistir às ofertas e promoções, mas se arrepende quando coloca as despesas no papel. Nessa hora, a disciplina é fundamental. Não gastar mais do que se ganha é o caminho certo. O conselho é da sócia diretora da Trade Contabilidade, Simone Domingues.
Ela alerta que, além de controlar os gastos, é essencial economizar uma parcela da renda todos os meses. “Poupar um pouco da renda também é uma boa opção, já que assim é possível aplicar esse dinheiro em investimentos futuros. Não é preciso parar de gastar, só é preciso saber gastar”, diz.
O vendedor autônomo Renato Rabelo, de 42 anos, aprendeu, da pior forma, essa lição. Com nada menos que 15 cartões de crédito de lojas diferentes, ele foi acumulando dívidas que se transformaram em uma verdadeira bola de neve. “Chegou um momento que disse em casa que não íamos mais gastar mais do que ganhávamos”, conta.
A essa altura a dívida acumulava mais de R$ 20 mil, em prestações de cartão de crédito. A força de vontade, motivada pelo desespero ao ver o débito crescer, fez funcionar a promessa, mas com um preço. “Cortamos os passeios, viagens e até a pizza do final de semana”, diz Rabelo.
A medida não era fácil de ser tomada, mas iria exigir ainda mais empenho. Primeiro, ele cortou seu plano de saúde; tempo depois foi a vez da mulher. No final de tudo, os filhos também ficaram sem o mesmo benefício. “Todos estamos dependendo do sistema público”, confessa. A atitude está funcionando. Segundo ele, mais de 80% dos débitos já foram pagos e, até o final do ano, tudo já deve ter sido quitado.
Organização
Quando o consumidor decide que está na hora de realizar um orçamento pessoal deve levar em conta a separação de ativos e passivos financeiros. Esta divisão pode ser feita por meio de planilhas virtuais, papéis, agendas, aplicativos de celular e vários outros meios. O importante é começar a ter o hábito de re­- gistrar os gastos.
Ao começar a organização os ativos financeiros, que são os responsáveis em “trazer” o dinheiro, como o salário e outros rendimentos, devem estar em uma coluna. Em outra, devem constar os passivos financeiros, que são as dívidas e despesas. Para Domingues, é importante elaborar esse controle do orçamento para se comparar e monitorar as despesas.
Separar as contas fixas como aluguel, financiamento de imóvel próprio e prestações das flexíveis como água, luz, telefone, supermercado, serviços domésticos, lazer e reserva para imprevistos é um fator essencial. “Também é importante avaliar os gastos anteriores para ter um parâmetro se está no caminho certo ou não”, explica. Também é importante para saber se o que foi programado está sendo cumprido.
Segundo uma pesquisa da Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif), 30% dos inadimplentes se endividam comprando produtos desnecessários. O consumo com consciência é importante para evitar o ‘nome sujo’ e dividas em excesso. Uma dica, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), pode ser responder a três questões: Eu quero? Eu posso? Eu realmente preciso? Essas perguntas podem guiar consumidores com dificuldades de se organizar.

 Reportagem O Hoje de Goiânia

Falta incentivo a atletas goianos

Sem apoio da iniciativa pública ou privada, esportistas abandonam sonho de se tornar profissionais
LYNIKER PASSOS
Em 19/08/2012, 01:28



Não faltam talentos goianos no esporte. Nas quadras, piscinas, pistas de ciclismo e campos de futebol, há competidores em Goiás com nível para disputar vagas nos próximos Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro. Eles se dedicam impetuosamente com um único objetivo: conquistar o pódio – seja em disputas regionais ou nacionais. É uma luta diária em busca da superação do próprio limite, que acontece, nem certos casos, de forma isolada. Por isso, com pouco apoio do governo e da iniciativa privada, na maioria das vezes o sonho de se tornar atleta profissional fica pelo caminho.
Os irmãos goianienses Gabriel Gonçalves Lara, 12 anos, e Matheus Gonçalves Lara, 17, são ciclistas competidores. Ambos campeões brasileiros de ciclismo infanto juvenil. Gabriel é o atual. Ele conquistou o pódio em uma disputa que aconteceu no final do ano no Paraná. Já seu irmão alcançou a medalha em 2008. Eles treinam com frequência e costumam pedalar quatro horas por dia.
Não é fácil. Não fosse o incentivo do pai, o representante comercial William da Silva Lara, os garotos não teriam condições financeiras para prosseguir com o sonho. Mesmo recebendo bolsa no valor de 370 reais, a quantia não é suficiente para bancar todos os gastos. “Dá para suplementação, mas, pra comprar equipamentos, não”, disse Ma­theus. Os competidores ne­cessitam de equipamentos caros. Alguns custam mais de R$ 1 mil.
Sem grandes perspectivas para o futuro, os jovens – principalmente Matheus, que se prepara para o vestibular – não apostam todas as fichas no esporte. A mãe Cristiane Gonçalves Costa Lara é categórica. “Não dá pra abandonar os estudos e viver de competições no Brasil.” Ela aponta que já houve convite para treinos em outros Estados, o que exigiria mudança de cidade, mas a proposta foi recusada. Para os dois, o grande incentivo são as medalhas que acumulam. Ma­theus exibe uma de ouro e duas de bronze. Sendo que uma delas é referente às olimpíadas escolares.
Projetos
O País, e consequentemente Goiás, necessita de projetos. Para reverter o atual cenário do esporte brasileiro, a corrida contra o relógio já começou. Nos últimos quatro anos, o volume de investimentos de dinheiro público federal nos esportes olímpicos duplicou, chegando os R$ 2,1 bilhões. Mas faltam apenas quatro anos para a abertura dos Jogos Olímpicos no Brasil.
Em Goiás, segundo a Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), 30 atletas goianos que competem em âmbito nacional e ocupam pelo menos o 5º lugar do ranking recebem bolsa do órgão, no valor de 750 reais. Outros 300 fazem uso da quantia de 500 reais, para seguir em frente, e mais 205 um incentivo de 250 reais. A bolsa de menor valor é destinada aos alunos que estão matriculados em escolas públicas.
O secretário de Programas da Agel, Sidêncio Lobo, afirma que, em novembro, foram liberados 4 milhões referentes ao Programa Estadual de Incentivo ao Esporte (Proesporte) Ele explica que competidores e entidades esportivas, inclusive clubes, tiveram de se inscrever para concorrer ao benefício. “Tem todo um critério. A pessoa deve apresentar um relatório de atividades. No caso da empresa, pode ser realizada uma troca em incentivo fiscal.” No entanto, o Proatleta – antigo Bolsa de Esporte – está parado desde 2011. “Por pendências na prestação de contas e falta de recursos do tesouro.”
Ainda informou que em setembro será liberado um novo recurso para os atletas. “É um meio de segurar os competidores, que normalmente vão embora por falta de patrocínio.” Lobo afirma que há um estudo em andamento para aumentar o valor das bolsas de apoio. A ciclista goiana Clemilda Fernandes é exemplo de quem deixa o Estado em busca de apoio. Hoje ela treina em São Paulo e, nas últimas Olimpíadas, terminou na 18ª posição, na categoria contrarelógio do ciclismo.

Reportagem O Hoje - Goiânia-GO


14 agosto 2012

CPMI aprova convocação da Prefeita Lêda Borges (PSDB) de Valparaiso de Goiás

  Valparaiso de Goiás
Senado aprova requerimento 758/12 de autoria do Senador Randolfe PSOL AP, e Lêda Borges terá que prestar esclarecimentos na CPMI do Cachoeira

 Senhoras e senhores de bem de Valparaiso de Goiás. É com imensa satisfação que comunico a aprovação do requerimento 758/12, que requer esclarecimentos da Prefeita Lêda Borges (PSDB), acerca das fortes evidencias de envolvimento na quadrilha de Carlinhos Cachoeira, pelos membros da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos) do Senado e Câmara Federal. Fato acontecido a pouca horas no Congresso Nacional.
Creio ser um momento impar para a sociedade Valparaisense, pois finalmente comprovaremos a veracidade dos fatos. O fato ora mencionado, é uma ótima oportunidade para que a população possa tirar de vez, qualquer dúvida sobre a legalidade da administração tucana de Valparaiso de Goiás. É chegado a hora de os culpados, se ouver, pagarem pelos seus crimes, e se não houver, que sejam motivo de desagravo daqueles que equivocadamente lhes imputaram alguma culpa.

Reportagem : Fred Gurgel

29 julho 2012

Mulher de Cachoeira quer ser deputada para "combater" a corrupção


Domingo, 29 Julho 2012 às 11:31


Filha de família tradicional na política de Goiatuba (GO), a mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, já pensa em entrar na política.

Segundo informações do jornal "O Estado de S. Paulo", ela pretende seguir os mesmos passos do pai, vereador Lair Mendonça (PMDB), que foi condenado em Goiatuba por improbidade administrativa.

Despachante, com patrimônio declarado de R$ 2 milhões em 2008, é filiado ao PMDB. Em média, se elege com 2 mil votos. Nas eleições deste ano pensou em concorrer à prefeitura, plano abortado por sugestão da própria Andressa, que temia que o caso envolvendo o marido atrapalhasse a campanha do pai.
Andressa, no entanto, sonha com voos mais altos: a Câmara dos Deputados. Fãs ela já tem. A mulher de Cachoeira é constantemente parada nas ruas ou nos tribunais para posar para fotos.

Na volta do recesso, enfrentará o primeiro teste no Legislativo. Foi convocada para depor na CPI que investiga as relações políticas do marido. Ainda não se sabe se Andressa usará o direito constitucional de permanecer calada, como tem sido recorrente nessa CPI.
Plataforma. Ironicamente, sua plataforma contradiz as práticas políticas atribuídas ao pai e as acusações que pesam sobre o seu companheiro. A musa da CPI, como ficou conhecida, prega, além da defesa da legalização dos jogos no País, o combate à corrupção. Uma das acusações que pesam sobre Cachoeira é justamente a de crime de corrupção ativa. Além disso, na família Mendonça, seu Lair é apresentado como um político populista, "daqueles do pão e circo", como definiu um de seus parentes.
Aos amigos, Andressa sustenta que não caiu de paraquedas na política. Trabalhou em todas as campanhas do pai. Mergulhou nas eleições de 2010, quando o ex-marido, Wilder Morais, foi suplente de Demóstenes Torres ao Senado. O interesse cresceu quando começou a se relacionar com Cachoeira, conhecido pela desenvoltura com que circulava pelos bastidores de Brasília. Andressa costuma dizer que o companheiro é um dos homens que mais entendem de política brasileira e da história dos partidos. O tema é recorrente nos encontros semanais na Penitenciária da Papuda. Nos áudios da Operação Monte Carlo também.
Desde que assumiu a vaga do senador cassado, o ex-marido de Andressa também tem pedido conselhos para a mulher com quem ficou casado por quase oito anos.
Incomodada com a fama de fútil, Andressa tem evitado falar com a imprensa, atendendo a um pedido da mãe. Empresária, mãe de dois filhos, decoradora profissional de árvores de Natal, ela quer mostrar a imagem de uma mulher determinada e batalhadora e não só os casaquinhos Chanel e as bolsas Hermès.
Assistência. Desde que Cachoeira foi transferido para o presídio da Papuda, Andressa assumiu uma faceta pop também entre os presos e seus familiares. Formada em serviço social, ela nunca tinha entrado em um presídio.
Agora, a pedido do marido, tem atendido às mulheres dos detentos. A lista de solicitações que Cachoeira repassa à mulher é ampla: cestas básicas, fraldas, remédios e assistência jurídica.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

28 julho 2012

Marina Silva causa mal estar entre ministros em Londres


Atualizado: 28/07/2012 09:17 | Por estadao.com.br

Londres, 28/07/2012 - A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.
Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.
A situação cria constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma Rousseff e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres, ontem. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", disparou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"
O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que a primeira reação foi de surpresa. Para ele, o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro. "É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas", disse, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho ambiental de Marina.
Para outro membro da delegação, que pediu para não ser identificado, o que o COI fez foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.
Ao Grupo Estado, Marina explicou que só recebeu o convite na ultima terça-feira, dia 24. Sobre Dilma, insistiu em não criar polêmica, dizendo que "sentia orgulho" em ver a primeira presidente mulher do país na arquibancada do estádio olímpico.
Ontem, Dilma foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, como representante da luta ambiental no mundo. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, só ficou sabendo da presença de Marina já no Estádio Olímpico. "Foi surpresa", disse o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp.
Os governos do Brasil e o Reino Unido vêm mantendo relação estreita e diversas iniciativas de cooperação para a preparação dos Jogos. Mesmo assim, o relacionamento não impediu a situação de saia justa para a comitiva de Dilma em Londres. (Daniela Milanese e Jamil Chade, correspondentes)
Folha 28.07.2012

19 maio 2012

Petistas sugerem que caso Cachoeira conduza à reforma política



 PORTO ALEGRE - O diretório nacional do PT pediu 'apuração ampla' de todas as denúncias relatadas nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal durante as investigações da CPMI do Cachoeira do Congresso Nacional, em resolução emitida ao final de uma reunião ordinária em Porto Alegre, nesta sexta-feira, 18.
No documento, os dirigentes partidários afirmam que 'a CPMI poderá elucidar a infiltração do crime organizado e da corrupção na alta política nacional, como foi a tentativa denunciada em escutas oficiais de que o meliante Carlos Cachoeira pretendia fazer nomear o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) para o Supremo Tribunal Federal' e consideram que 'tal fato não encontra paralelo na história do Brasil: um assecla da organização criminosa ser guindado à mais alta corte do País'.
Na sequência, o texto afirma que 'é fundamental mobilizarmos a sociedade em defesa de uma ampla apuração de todas as denúncias relatadas nas operações da Polícia Federal, bem como de todas as ramificações da organização criminosa, doa a quem doer, pois ninguém, na área pública ou privada, pode situar-se acima da lei'. Também faz referência aos meios de comunicação. 'Entre as denúncias que precisam ser apuradas a partir de elementos probatórios em mãos da CPMI estão as relações entre o crime organizado e alguns órgãos de imprensa. O que está em jogo é a apuração de fatos criminosos, não os ataques à liberdade de expressão, como tentam confundir setores da mídia conservadora. Quanto aos meios de comunicação, reafirmamos a resolução aprovada no 4º Congresso do PT: Para nós, é questão de princípio repudiar, repelir e barrar qualquer tentativa de censura ou restrição à liberdade de imprensa'.
A resolução reitera, ainda, que 'os fatos revelados reforçam a urgência de reformas de fundo no sistema político e nas instituições nacionais, especialmente o financiamento público das campanhas eleitorais, com mais fiscalização e transparência em todas as esferas da política'.
Nas entrevistas, os dirigentes petistas evitaram comentar a mensagem que o deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP) enviou na quinta-feira ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), na qual teria dado a entender que o destinatário não seria convocado a depor na CPMI. 'Achamos perfeitamente razoáveis as explicações dele (Vaccarezza) e reafirmamos que não há nenhum interesse de deputados e senadores do PT em fazer qualquer tipo de blindagem', afirmou o presidente do partido, Rui Falcão, referindo-se às justificativas apresentadas pelo parlamentar de que o governador não está entre os investigados e, por isso, não precisa ser ouvido. 'A CPMI pode trazer resultados importantes, como enfatizar a necessidade de financiamento público das campanhas eleitorais', reiterou Falcão.
O presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT), disse que Vaccarezza 'é livre para conversar e tratar com quem bem entender; isso não altera o trabalho da CPMI', mas propôs que se dê ao deputado federal a oportunidade de explicar em que circunstâncias ele se comunicava com Cabral. Também ressaltou que 'todos aqueles que de alguma forma tiveram contatos com Cachoeira deverão ser ouvidos'.

24 março 2012

''Não podemos errar'', alerta Paulo Garcia

Venceslau Pimentel


Virtual candidato à reeleição, o prefeito Paulo Garcia (PT) recomendou a seus novos auxiliares, empossados ontem de manhã, que tomassem cuidado para não ferir a legislação neste ano eleitoral. O petista quer evitar, com isso, que algum deslize de sua equipe venha a prejudicá-lo em seu projeto de prolongar o mandato por mais quatro anos.

“Os que assumem precisam ter um cuidado tremendo, pois não podemos errar. Temos que andar estritamente dentro do que a legislação preconiza”, disse o prefeito, dirigindo-se a todos da equipe de auxiliares, em cerimônia ocorrida no Paço. Ao explicar que a escolha dos 13 novos auxiliares passou pelo crivo dos partidos que dão sustentação à sua administração, Paulo Garcia enfatizou que todos devem trabalhar, e muito, mas sem cometer qualquer equívoco. “Por isso é que vocês foram escolhidos. Vocês foram escolhidos porque eu tenho certeza de que vocês agirão dessa forma”, insistiu o prefeito, passando a impressão de que acumulava decepções com alguns dos que deixavam os cargos.

Na cerimônia foram notadas as ausências do ex-presidente da Agência Municipal de Obras (Amob), Iram Saraiva Júnior (PMDB), e do ex-secretário de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Orro (PCdoB), cujas pastas estiveram, nos últimos meses, no centro da crise que ronda o Paço. Trata-se de denúncias de irregularidades tanto nas obras de revitalização do Mutirama, como no processo de compra e reforma de brinquedos do parque.
Por conta dos escândalos, Iram Júnior, que estava sendo cogitado para ser candidato a vice de Paulo Garcia, perdeu o cargo e não deve disputar vaga na Câmara nas eleições de outubro. Ele foi sucedido por Ubirajara Abud.

Contra Luiz Carlos Orro pesa acusação de irregularidade no processo licitatório de compra de brinquedos, que ele coordenou, cujo recurso é estimado em cerca de R$ 30 milhões. Ele foi substituído por Wesley Batista, indicado pelo PSC.

Em entrevista à imprensa, quando indagado se teria observado a ficha dos novos secretários, Paulo tergiversou. “Para ser sincero, eu não pedi a folha corrida de ninguém.”
Apesar de ter interferido nas indicações, Iris Rezende (PMDB) não participou da solenidade de posse. “Dialoguei com todas as forças políticas, nosso governo é um governo de alianças. Portanto, todos os partidos que fazem parte do nosso leque de aliança foram ouvidos para se manifestar. O ex-prefeito Iris, como uma pessoa de expressão do seu partido, naturalmente fez parte desse diálogo”, disse Paulo.

“A relação com os agentes políticos deve ser feita de forma transparente e séria, independente se os agentes são de situação ou de oposição”, disse, referindo-se à presença dos governadores de Goiás e do Tocantins na visita da presidente Dilma a Goiás. Paulo disse que comunicou ao cerimonial da Presidência os motivos de sua ausência e foi compreendido.

21 março 2012

Randolfe protocola representação contra o senador Demóstenes

Ter, 20 de Março de 2012 18:35

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) protocolou nesta terça-feira 20 representação, assinada também pelo senador Pedro Taques (PDT/MT) , onde pede que sejam investigadas as denúncias divulgadas na imprensa contra o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) e suas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Entre as denúncias divulgadas na Revista Época, conseguidas por meio de monitoramento autorizado pela justiça, consta que entre fevereiro e agosto de 2011, o Senador Demóstenes teria trocado quase 300 ligações telefônicas com Carlinhos Cachoeira. Cachoeira foi preso em março deste ano, acusado de chefiar uma quadrilha especializada em explorar máquinas caça-níqueis. A prisão foi resultado da Operação “Monte Carlo” desencadeado pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal.

Outro fato noticiado na imprensa aponta que Cachoeira teria habilitado nos Estados Unidos, 15 rádios “Nextel”, que distribuiu entre pessoas de sua confiança. A habilitação em país estrangeiro teria a finalidade de impedir que os mesmos fossem alvo de monitoramento pela polícia. As notícias revelam que entre as pessoas que receberam tais aparelhos, estaria Demóstenes Torres.

Randolfe ressalta que as acusações são graves e é necessário que o Senado faça essa apuração. Na representação, o senador amapaense solicita também que o Congresso Nacional requeira ao Procurador Geral da República, todas as informações e documentos que apontam o envolvimento de parlamentares nas ações investigadas pela Operação “Monte Carlo”, visando adotar as providências cabíveis neste caso.

Fonte: Liderança PSOL

13 março 2012

Mantega não terá blindagem no Senado hoje, diz PT

Por CHRISTIANE SAMARCO E JOÃO DOMINGOS, estadao.com.br, Atualizado: 13/03/2012 09:02

De nada adiantou o café da manhã com os líderes governistas, na semana passada, quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu proteção aos aliados no depoimento que dará a partir do meio-dia às duas principais comissões técnicas do Senado - Assuntos Econômicos (CAE) e Constituição e Justiça (CCJ). Mantega queria falar só sobre economia, mas a oposição está determinada a indagar-lhe sobre tudo, até a troca de comando na Casa da Moeda. Os aliados não vão impedir.
Líder do PT, o senador Walter Pinheiro (BA) avisa que não haverá 'tropa de choque para blindar o ministro'. Segundo o petista, Mantega falará sobre todos os assuntos, sem problema algum. 'Que blindagem se poderia fazer?', indaga Pinheiro. E responde: 'Pôr a tropa do governo para falar e dizer que a oposição não pode abordar isto ou aquilo seria absurdo'.
Mas isto não significa que o ambiente será hostil a Mantega. Ao contrário. Os líderes aliados, que só costumam chegar a Brasília no início da tarde de terça-feira, anteciparam a viagem para ontem, garantindo desde a véspera o quorum solidário dos governistas na sessão conjunta da CAE e da CCJ.
Também tranquiliza o ministro a certeza de que o PMDB, que ajudou a derrotar a presidente Dilma Rousseff na quarta-feira, rejeitando o nome de Bernardo Figueiredo para a direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não lhe fará qualquer ataque hoje. 'Ninguém vai apontar armas para ele, não', adianta o senador Vital do Rego (PB), um dos que, na contabilidade palaciana, colaborou para a derrota da presidente. Vital é ligado ao grupo do senador Eduardo Braga (AM), nomeado ontem novo líder do Governo, no lugar de Romero Jucá (RR).
'O PMDB não será duro com o ministro, não. Ele pode vir tranquilo, porque reconhecemos nele um técnico experiente que tem feito esforço para conduzir bem a economia, embora a crise mundial exija mais a cada dia', completa Vital do Rego.
Mas a boa vontade não livrará Mantega do debate do pacto federativo e da cobrança de explicações para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) e do processo de desindustrialização que alarma governo e oposição no Congresso. O líder do PT é um dos que aponta a política industrial como fator determinante para a queda do PIB brasileiro. 'O Brasil todo quer discutir isto', diz Pinheiro.
O líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), garante que, se da parte dos aliados não haverá ataques, dos independentes também não. 'Vamos tratar o ministro Mantega com a maior cortesia', disse Maggi. Por enquanto, ele se qualifica de independente. Desde que a presidente Dilma tirou o PR do Ministério dos Transportes, o partido está oficialmente fora da base governista. Aguarda um ministério, prometido para este mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

02 março 2012

Na posse de Crivella, Dilma defende política de coalizão ampla do governo



Publicação: 02/03/2012 14:23 Atualização: 02/03/2012 15:09
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira (2) a política de coalizão do governo ao dar posse ao senador do PRB, Marcelo Crivella (RJ), no cargo de ministro da Aquicultura e Pesca. “A constituição de alianças políticas é fundamental para que o Brasil seja administrado, governado de forma democrática e, ao mesmo tempo, que o governo represente os interesses da nação”. E mandou um recado para os críticos: “não há contradição em governar baseado em uma coalizão. Isso só é contraditório para aqueles que não percebem que é possível e necessário, quando se chega ao governo eleito pelo voto popular, falar para todos os brasileiros”.

Segundo Dilma, a chegada de Crivella significa o reconhecimento do PRB na grande coalização que se estruturou em torno do governo dela. E representa, também, o retorno do partido à aliança que, no mandato de Luiz Inácio Lula da Silva foi representado pelo vice-presidente José Alencar. "Crivella passa a ser integrante do governo e tenho certeza do apoio dele no esforço conjunto para a realização de grandes tarefas", disse Dilma.

A presidente se emocionou e ficou com a voz embargada ao agradecer o trabalho do ministro que saiu, Luiz Sérgio. Deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, Luiz Sérgio reassumirá o mandato na Câmara Federal. “Nós temos certeza de que, ao longo do caminho, muitas vezes somos obrigados a prescindir de grandes colaboradores”, lamentou a presidenta.

29 fevereiro 2012

PF prende pelo menos 20 envolvidos em exploração de caça-níqueis



Agência Brasil

Publicação: 29/02/2012 13:20 Atualização: 29/02/2012 13:28
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (29/2), pelo menos 20 pessoas, durante a Operação Monte Carlo, que desmontou uma quadrilha que explorava máquinas caça-níqueis e pagava propina para agentes públicos de segurança. Entre os presos está o chefe do grupo, Carlinhos Cachoeira, empresário de Goiânia. As investigações, iniciadas há 15 meses, apontam que o líder da quadrilha concedia a donos de galpões clandestinos, localizados em cidades goianas, uma espécie de “licença” de exploração dos pontos onde as máquinas eram instaladas.

Entre os presos está Carlinhos Cachoeira, suspeito de ser o líder do esquema. Ele teria pago propina a Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em janeiro de 2011, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal contra Diniz e outras sete pessoas, entre as quais Cachoeira, acusadas de tráfico de influência e corrupção durante negociações para renovação do contrato entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e a empresa multinacional de processamento de loterias GTech, em 2003.

Segundo o delegado da Polícia Federal Matheus Rodrigues, coordenador da operação, a quadrilha operava há 17 anos com a conivência de agentes de segurança de Goiás. “Os mandantes nunca tiveram uma ação contra eles. Contavam com [a conivência de] policiais militares, civis, rodoviários e federais e de agentes públicos. Os policiais eram pagos para que os criminosos pudessem fazer a exploração sem intervenção”, explicou. De acordo com a PF, policiais civis e militares que participavam do esquema se encarregavam de fechar os locais que não contavam com a autorização do chefe da quadrilha.

Ele disse que a operação começou com a apreensão de caça-níqueis na cidade goiana de Valparaíso, que fica a 35 quilômetros de Brasília. A partir daí, a investigação avançou. 

O procurador da República de Goiás Daniel Rezende Rodrigues disse que a quadrilha só conseguiu atuar durante todo esse tempo porque os policiais envolvidos vazavam informações de qualquer operação relativa a caça-níqueis. “Agentes de segurança eram responsáveis por informar à organização criminosa operações que poderiam estar sendo desenvolvidas contra ela. A partir disso, a sociedade e o Estado se tornam vulneráveis ao crime”, disse.

Segundo o procurador, a quadrilha tinha um esquema sofisticado de atuação em Brasília e em Goiás. Rodrigues disse ainda que em 2006 houve uma tentativa de fazer uma operação para desarticular a quadrilha, mas a informação vazou.

Os responsáveis pela operação informaram que em um dos livros de contabilidade havia dados de pagamento de propina e que um soldado chegava a ganhar R$ 200 reais por dia de trabalho para a quadrilha e recebia ainda a gasolina para fazer a ronda. Eles também informaram que o valor da propina variava de acordo com o cargo da pessoa. Um delegado da Polícia Civil chegava a receber R$ 4 mil reais por mês.

A Polícia Federal cumpre 35 mandados de prisão, 37 de busca e apreensão, além de dez ordens de condução coercitiva (para tomada de depoimento). As buscas ocorrem em Brasília, em várias cidades goianas, entre elas, a capital, Goiânia, além do Rio de Janeiro, do Pará e de Mato Grosso.