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19 dezembro 2011

Acidente entre um caminhão e dois ônibus deixa 22 feridos, dois gravemente


Brasília-DF

Thalita Lins
Publicação: 19/12/2011 16:54 Atualização: 19/12/2011 18:31
 (Ronaldo Oliveira/CB/D.A.Press)


Ao menos 22 pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave, após um acidente entre um caminhão carregado com placas de concreto e dois ônibus na via que liga o Eixo Monumental ao Eixão Sul, em frente à Rodoviária do Plano Piloto. Um dos passageiros sofreu parada cardíaca e foi reanimado no local por bombeiros militares. 

Antes de atingir os coletivos, o caminhão teria atropelado um pedestre, em cima da faixa de segurança. O veículo de carga seria o responsável pelo acidente. A policiais militares, o motorista alegou que o caminhão estava sem freio no momento em que descia o Eixo Monumental em direção ao Congresso Nacional.

Cerca de 60 integrantes do Corpo de Bombeiros e 15 viaturas da corporação se deslocaram para prestar atendimento às vítimas. Segundo a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 16h desta segunda-feira (19/12). Dezesseis vítimas foram encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal e as outras seis ao Hospital Regional da Asa Norte. Duas estão com suspeita de traumatismo craniano.

Três faixas do Eixão Sul, no sentido aeroporto, ficaram fechadas para o socorro das vítimas até as 18h, de acordo com a Polícia Militar. A área ficou completamente isolada por 40 minutos, após o acidente.

 (Ronaldo Oliveira/CB/D.A.Press)
Fonte: Correio Braziliense-DF

Renda Cidadã e Bolsa Família são unificados


Goiânia-GO



A presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Marconi Perillo (PSDB) unificaram ontem os programas sociais Bolsa Família, criado pelo ex-presidente Lula, e o Renda Cidadã, instituído em Goiás no ano 2000, quando o tucano governou o Estado pela primeira vez. 
No ato de assinatura do acordo,  em solenidade ocorrida no Palácio do Planalto na manhã de ontem, o governador confessou que estava realizando um sonho.   Dirigindo-se à presidenta Dilma, Marconi afirmou que desde o primeiro governo dele teve a oportunidade de sugerir ao então presidente Lula a unificação dos programas, destacando o pioneirismo  de Goiás na instituição de programas de inclusão social e de distribuição de renda.  
O governador voltou a reiterar que o governo de Goiás está aberto a novas parcerias com o governo federal, cumprimentou a presidenta pelo recente aniversário e reconheceu o trabalho da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
A presidenta Dilma citou as declarações de Marconi sobre a importância da integração dos programas sociais do governo federal ao dos Estados: “Isso é o reconhecimento de um método de transferência de renda que é impessoal, que não é clientelista”, discursou, dirigindo-se aos governadores do Centro-Oeste – Marconi Perillo (Goiás), Sival Barbosa (Mato Grosso), André Puccinelli (Mato Grosso do Sul) e Agnelo Queiroz (DF).

Emoção           
A presidenta ressaltou que o Brasil Sem Miséria é um programa de Estado, capaz de unir governadores eleitos por partidos que não estão na base do governo. Dilma se emocionou com o fala do quilombola Jorge Moreira Bandeira, pertencente à comunidade Calunga de Cavalcante (GO), que agradeceu a presidenta pelo programa Luz Para Todos, que permitiu que ele concluísse o ensino fundamental.
O termo de compromisso do Pacto do Centro-Oeste do Plano Brasil Sem Miséria prevê ações voltadas a 557.449 pessoas, que vivem com renda mensal de até R$ 70.
Em Goiás, a complementação de renda será feita a todas as famílias que permaneçam com renda per capita inferior a R$ 70 mensais, mesmo após o  benefício do Bolsa Família. Na solenidade, o governador Marconi Perillo anunciou à presidenta Dilma que o governo de Goiás vai integrar todos os seus programas sociais de transferência de renda com o Bolsa Família. Também agradeceu a presidenta pela demonstrada quanto a reivindicação formulada por ele e pelo governador de Brasília, Agnelo Queiroz, de criação de um PAC específico para região do Entorno de Brasília.
Durante o lançamento do Pacto do Centro-Oeste, a presidenta Dilma assinou decreto que regulamenta o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, instituído em outubro, passado. O programa prevê a transferência pela União, por meio do cartão Bolsa Família, de até R$ 2, 4 mil mensais para famílias extremamente pobres de áreas rurais. O repasse, feito em parcelas mensais durante um período que pode variar de três meses a dois anos, servirá para apoiar o aumento da produção e a comercialização excedente de alimentos dessas famílias.

Fonte: O HOJE DE GOIÂNIA-GO

Aeronautas e aeroviários decidem entrar em greve por tempo indeterminado


Brasil
Por Iuri Dantas, da Agência Estado, estadao.com.br, Atualizado: 19/12/2011 17:14

BRASÍLIA - O Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato Nacional dos Aeroviários notificaram, nesta tarde, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) de que farão greve por tempo indeterminado a partir das 23 horas do dia 22 de dezembro. Os sindicatos se comprometeram a manter 20% da operação.
Mais cedo, o advogado Luiz Fernando Aragão, representante dos
sindicatos de aeronautas e aeroviários, havia notificado a ministra que a paralisação das duas categorias de trabalhadores duraria 24 horas a partir das 23h desta quinta.
'O TST poderá declarar a greve ilegal ou impor um porcentual mínimo de operação, mas apenas se for provocado pelo Ministério Público ou pelas empresas aéreas', explicou a ministra do TST Maria Cristina Peduzzi, que conduziu audiência de conciliação entre trabalhadores e empresas do setor nesta tarde e que terminou sem acordo. Mais cedo, representantes dos sindicatos presentes na audiência informaram que haveria apenas uma paralisação de 24 horas, a partir das 23 horas do dia 22.
O negociador indicado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias
(SNEA), Odilon Junqueira,
disse que não há um plano alternativo para
garantir a normalidade no atendimento dos passageiros das companhias
aéreas no caso de greve. 'Não fomos notificados.
Não há nada preparado como diz a lei diz que deve ser preparado',
afirmou, referindo-se a uma notificação que os trabalhadores deveria
ter apresentada às empresas por se tratar de serviço essencial.

Folha: 18:43

14 dezembro 2011

Notícias de Folha de Goiás Notícias - Quarta-feira 14.12. 2011

Licitação para Reveillon é suspensa pelo TCDF  - Brasília-DF



Licitação para Reveillon é suspensa pelo TCDF

 Brasília-DF

O Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu o edital de pregão presencial lançado pela Secretaria de Cultura do DF para a contratação de empresa responsável pela produção, organização, montagem e execução da festa de Reveillon na Esplanada dos Ministérios.

A Corte entendeu que há indícios de combinação de valores, sobrepreço e restrição da concorrência. A abertura da licitação estava prevista para esta quinta-feira, dia 15 de dezembro, a apenas duas semanas da virada.

Segundo o relatório, a pesquisa de preços não levou em conta os valores praticados pelo governo em festas anteriores, em eventos similares realizados no DF ou em outros estados, nem os valores praticados em atas utilizadas pelo GDF para compras semelhantes.

Além disso, das três propostas apresentadas, duas têm valores idênticos e uma não contêm o endereço de identificação da empresa. A análise também apontou que há preços até 200% superiores àqueles praticados no mercado. O valor da festa foi estimado em R$ 4.458.300.

Informações do TCDF

Paulo busca apoio, alheio às críticas

Goiânia-GO

Venceslau Pimentel

Com os cofres da Prefeitura de Goiânia recheados de dinheiro do governo da presidente Dilma Roussef, cerca de meio bilhão de reais só nas últimas semanas, e com um orçamento adicional de R$ 2,89 bilhões, o prefeito Paulo Garcia (PT) abre as articulações político-partidárias para consolidar uma ampla aliança para tentar a reeleição em 2012.
Ao contrário de 2008, quando atuou como mero coadjuvante no processo que reelegeu o líder do PMDB, Iris Rezende, o petista quer agora tomar as rédeas das negociações, deixando seu maior e mais importante aliado à sombra das articulações.
Só que, ao assumir o comando da Prefeitura, em abril de 2010 – com a renúncia de Iris, que disputou o governo do Estado –, Paulo naturalmente herdou um pesado fardo do qual não conseguiu se desvencilhar. Aliás, nem mesmo tentou, já que está amarrado a um compromisso político-administrativo que terá de manter pelo menos até as eleições do próximo ano. É o preço a pagar para ganhar sobrevida no cenário político da capital, mesmo que o custo seja a ausência de uma marca própria do administrador. 
Até lá, em meio às articulações visando o pleito eleitoral, o prefeito vai ter de conviver com o desgaste imposto por denúncias, como as que envolvem o Parque Mutirama.
Há outras demandas políticas, em que a oposição questiona certas decisões do prefeito.
Venda de áreas questionadas 
É o caso da venda de mais de 29 áreas públicas, em uma das regiões que mais têm sido valorizadas, onde está situado o Paço Municipal, e o projeto do Parque Macambira-Anicuns, que, segundo vereadores oposicionistas, viraram mina de ouro para o setor imobiliário.
Na semana passada, o vereador Santana Gomes, que trocou o PMDB pelo PSD, partido alinhado ao Palácio das Esmeraldas, levou ao conhecimento do delegado estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap), Jerônimo Rodrigues Borges, um provável esquema de pagamento de propina para a aprovação do Parque Macambira-Anicuns.
À polícia, que deve abrir inquérito para apurar o caso, o parlamentar contou que as propostas financeiras chegam a R$ 300 mil, a título de ajuda para a campanha eleitoral para reeleição, em 2012.
Mas enquanto pipocam denúncias de irregularidades na administração pública municipal, aliadas à insatisfação da população com a falta de qualidade no atendimento em áreas essências, como educação e saúde, o prefeito intensifica a sua movimentação em arregimentar aliados políticos e procura minimizar o impacto desses fatos que rondam o cotidiano do goianiense. 
Ao participar de uma reunião com pré-candidatos a vereador de seu partido, Paulo ficou sabendo que o PT articula a formação de um exército de sustentação de sua eventual candidatura formado por 180 candidatos. São três frentes em processo de formação: uma chapa composta pelo PT, outra pelo PMDB e uma terceira pelos partidos nanicos.
E o que não falta é legenda fazendo disposta a tirar um naco da administração pública, com cotas de cargos para seus filiados. A coligação negociada por Iris Rezende, três anos atrás, continua mantida na Prefeitura petista. Entram nesse rol PSL, PRTB, PHS, PMN, PTC, PRP, PSC e PRB.
Mas o PT quer mais. Para atrair novos aliados, Paulo Garcia mexe no tabuleiro para emplacá-los na estrutura administrativa. Foi assim com o PP de Ernesto Roller, com o PSB de Barbosa Neto e, agora, com o PR. Como se sabe, a legenda encontra-se esvaziada com defecções como o deputado federal Sandro Mabel e o ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso.
O prefeito tem uma justificativa para agasalhar novos aliados na Prefeitura. O processo de cooptação, para ele, é tão-somente a opção por mudanças que são vistas como naturais.  “Da mesma forma que a cidade é muito dinâmica a administração também o é, por isso, em alguns momentos nós, gestores públicos, somos levados a fazer alguns ajustes que fazem parte do cotidiano natural de qualquer administração”, pontuou.
Ocorre que os mimos, em tempos de Natal, também chegam à Câmara de Vereadores. Há o aceno, por parte do Paço, de que os aliados, cada um deles, terão cota de R$ 800 mil que poderão indicar para a execução de obras em suas bases eleitorais.
Em meio a esforços para reforço político-eleitoral, o eleitor já começa a dar mostras de que o rumo da discussão deveria ser as questões que envolvem a cidade, que precisam de decisões rápidas para o atendimento de suas demandas. 
Fonte:  O Hoje de Goiânia-GO
Folha: 10:29

PM que delatou propina no Esporte foi ameaçado

Brasil
Por VANNILDO MENDES / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 14/12/2011 3:0

Preso na semana passada por invadir o Palácio do Buriti, agredir servidores e jogar na antessala do gabinete de um secretário R$ 159 mil que disse terem deixado na sua casa como suborno para silenciar em denúncias contra o governador Agnelo Queiroz (PT), o policial João Dias foi pressionado por um oficial da Corregedoria da PM a desistir de levar o caso adiante. 'Quer relatar, relata, mas você está colocando o pé na cova', advertiu o major Neilton Barbosa, que comandava o interrogatório.
Delator do esquema de cobrança de propina que derrubou o ministro do Esporte, Orlando Silva, Dias disse no interrogatório ter recebido R$ 250 mil em mãos do chefe do Gabinete Militar do DF, coronel Rogério Leão, para subornar o lobista Daniel Tavares, que teria provas de que Agnelo recebia propina para liberar medicamentos quando foi diretor da Agência de Vigilância Sanitária, de 2007 a 2010.
O lobista chegou a divulgar um recibo de depósito de R$ 5 mil na conta de Agnelo como parte de uma propina. Depois, recuou e inocentou o governador. Dias disse que o arrependimento foi comprado. 'Quem deu o dinheiro na minha casa para mim foi o coronel Leão. Eu paguei o Daniel para ficar quieto, e o Daniel fez esse documento que é uma espécie de nada-consta', afirmou.
O áudio do depoimento à corregedoria, ao qual o Estado teve acesso, dura 25 minutos. Dias insinuou ter gravado a entrega do dinheiro do suborno. 'Tenho 22 câmeras na minha casa, está tudo filmado.' Nesse momento, o oficial começa a tentativa de persuasão para que ele desistisse da denúncia. 'Os políticos passam, mas você fica e a instituição é perene. Com essa denúncia, você é réu confesso de corrupção ativa e passiva', lembrou Barbosa. Mais adiante, alertou que Dias é até 'passível de prisão'. A seguir, o major detalhou os benefícios do silêncio. 'Você só será processado por lesão corporal, tipificada no regulamento militar com uma pena levíssima.'
A defesa de Dias não sabe quem gravou o depoimento e pediu ao Ministério Público Militar que mande periciar o áudio. 'O fato é que meu cliente foi pressionado a não prestar depoimento comprometedor', disse o advogado André Cardoso.
O coronel Leão negou a denúncia pela assessoria. Agnelo não quis se manifestar. O comando da PM informou que determinou o afastamento imediato do major e decidiu instaurar inquérito e encaminhar o áudio para perícia.
Folha: 10:24

02 dezembro 2011

Notícias de Folha de Goiás Notícias - Sexta Feira dia 02.11.2011

Irregularidades podem ter gerado prejuízo de R$ 671 milhões aos cofres


Brasília-DF
Almiro Marcos - x
Ana Maria Campos
Publicação: 02/12/2011 11:00 Atualização:
O Distrito Federal tem em andamento quase 1,1 mil investigações de irregularidades que teriam sido cometidas no seio da administração pública. Os casos podem ter gerado prejuízos para os cofres públicos de, pelo menos, R$ 671 milhões ao longo dos últimos anos. O governo local quer agora agilizar a conclusão desses processos para enviá-los ao Tribunal de Contas do DF (TCDF), que deve, em seguida, julgá-los e providenciar o ressarcimento. Como depende de atualização monetária, o valor pode ser bem superior ao verificado atualmente.

Uma das dificuldades na qual o GDF esbarra para o andamento das investigações é a falta de pessoal. São hoje nove comissões com três servidores cada uma. Justamente por isso, a Subsecretaria de Tomada de Contas Especial (STCE), órgão da Secretaria de Transparência e Controle (STC), instituiu um cronograma. “Estabelecemos prioridades”, resume o subsecretário Jânio Castanheira. 

No topo da lista, estão 353 processos que somam R$ 586 milhões (87,4% do valor total) e representam 39% do volume físico. A meta é que essas investigações sejam finalizadas até meados do próximo ano e remetidas ao TCDF. Outros 276 casos (R$ 80,6 milhões e 31% do estoque físico) estão programados para serem encerrados até 31 de dezembro de 2012. A meta é fechar o trabalho em 30 de junho de 2013, com a conclusão de outras 267 ações (R$ 3,88 milhões e 29,8% do volume físico). 

TCDF: Corte será responsável por dar prosseguimento ao trabalho de apuração feito pelo Executivo local (Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 18/3/04)
TCDF: Corte será responsável por dar prosseguimento ao trabalho de apuração feito pelo Executivo local


Cerca de 200 processos que ainda estão em fase de análise prévia na STCE serão incluídos ao longo da segunda e da terceira etapas, conforme a apuração for evoluindo (Leia quadro). A tendência é que funcionários de outros órgãos sejam disponibilizados com a intenção de criar uma força-tarefa para desafogar os processos. “O ideal é que não houvesse nenhuma irregularidade na administração pública. Mas, se ela ocorre, precisamos investigar e exigir que o prejuízo seja ressarcido”, explica Jânio Castanheira.

Segundo ele, as ações se acumularam por causa de mudanças na estrutura administrativa do GDF. Ele lembra que os mecanismos de controle interno existiam na estrutura dos órgãos, mas que, entre 2006 e 2007, foram reunidos em duas estruturas. Em 2009, ambas foram incluídas em um só organismo, nos moldes da atual STCE, que hoje integra a estrutura da pasta de Transparência e Controle. “Criou-se um passivo que, agora, temos de desafogar”, explica Castanheira. 

Controle externo

Depois de superar a etapa do controle interno, com a conclusão das investigações pela subsecretaria, os casos vão para a fase de controle externo, com julgamento pelo TCDF. É o Tribunal de Contas que determina o que pode ser feito, de fato, para um possível retorno financeiro dos prejuízos causados ao erário. É também nessa etapa que os acusados são ouvidos e podem se defender. “Da nossa parte, queremos fazer o melhor trabalho possível para que os prejuízos sejam ressarcidos, mas isso caberá ao TCDF”, completa o subsecretário.

Como parte do processo de otimização do trabalho de apuração interna, no início desta semana, o secretário de Transparência e Controle, Carlos Higino, fechou um acordo de cooperação técnica com a presidente do TCDF, conselheira Marli Vinhadeli. O tribunal não cederá funcionários para compor a força-tarefa que o GDF pretende montar para desafogar os processos de tomada de contas especiais, mas vai fornecer informações e base de dados. “Essa parceria, portanto, dará mais celeridade e eficiência às investigações e ações que tratam da defesa do patrimônio do DF e da correta aplicação dos recursos públicos”, disse a conselheira, em seu discurso na solenidade de assinatura do termo.

Os caminhos


1 – Sindicância interna

A suposta irregularidade é investigada e resolvida internamente, dentro do próprio órgão em ocorreu. Há a tentativa do devido ressarcimento do prejuízo. Se não for resolvido, caso vai à Subsecretaria de Tomada de Contas Especiais (STCE).

2 – Instrução prévia 

O caso encaminhado pelo órgão passa por um processo de análise na STCE. O dano é identificado e quantificado. Há uma tentativa de acordo para ressarcimento do prejuízo. Se não for resolvido, passa-se à Tomada de Contas Especial.

3 – Tomada de Contas Especial

É a última instância administrativa de controle interno para a solução do problema. É utilizada quando forem esgotadas as opções anteriores. O prejuízo é analisado e contabilizado, além de serem identificados os responsáveis. É produzido um documento oficial. O processo de investigação no âmbito do governo local é concluído e encaminhado ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

4 – Tribunal de Contas do DF

O caso segue para análise da área de controle externo da Corte. No TCDF é feito o julgamento do processo de investigação da STCE. 

Fonte:
 Subsecretaria de Tomada de Contas Especiais

FOLHA 12:14

Ministro diz que VLT chegará a Goiânia


GOIÂNIA-GO
sexta-feira, 02 de dezembro de 2011, 00:19



O ministro das Cidades, Mário Negromonte, anunciou ontem a pré-aprovação da proposta do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para Goiânia, cujo projeto está avaliado em R$ 1,2 bilhão. O anúncio foi feito diretamente ao governador Marconi Perillo, em solenidade ocorrida pela manhã, no Salão Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico, quando também os governos do Estado e da União firmaram termo de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida 2. 

O ministro anunciou ainda o aumento do número de habitações a serem construídas em 42 municípios goianos contemplados. A expectativa era menor, mas de acordo com o ministro serão 63 mil moradias. “Abrimos um leque maior, anunciamos, agora, 63 mil casas neste programa. Tenho certeza de que, pela competência da equipe do governador, ele pode galgar mais. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff anunciou a construção de dois milhões de casas aos Estados. “É possível diminuir a criminalidade, porque quando você tem um lar e pode educar os filhos é mais fácil desviá-los da criminalidade. As casas se tornarão, então, mais humanizadas”, afirmou.

Das 63 mil moradias goianas, 41 mil estão destinadas a pessoas que têm renda de até R$ 1,6 mil. Dos 42 municípios, 20 são da Região Metropolitana de Goiânia.

Ao se referir a Marconi, o ministro falou sobre a amizade que construiu com o governador e exaltou sua administração. “Construímos uma amizade no governo federal e tenho admiração por ele, que é um grande político. O Brasil inteiro sabe da sua competência. Todo congressista sabe da vida de Marconi pelo gestor moderno que é. Tenho muita honra de ser seu amigo. O senhor foi muito ágil na construção de casas no Minha Casa, Minha Vida 1”, disse.

FONTE: O HOJE DE GOIÂNIA-GO

Para pedetistas, Lupi mancha imagem da sigla


BRASIL
EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo


A situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no governo e no PDT é cada dia mais delicada. Diante da decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República de recomendar à presidente Dilma Rousseff a demissão do ministro, a cúpula pedetista espera que Lupi avalie se vale à pena continuar debaixo de um bombardeio que, no final das contas, está atingindo em cheio a credibilidade da sigla. Ninguém pretende, no entanto, sugerir diretamente ao ministro que ele peça demissão.
"Cabe ao ministro uma reflexão: se ele quer continuar sendo manchete de jornal toda semana. É uma situação que não é confortável para ninguém. É uma situação desgastante", afirmou ontem o presidente interino do PDT, deputado André Figueiredo (CE). "O Lupi está provocando desgaste do partido, que atinge a todos. Ele está no ministério como um representante do PDT e não como um indivíduo", emendou o deputado Brizola Neto (PDT-RJ).
Na avaliação de integrantes do PDT, a presidente Dilma Rousseff deu chance para uma "saída honrosa" de Lupi quando resolveu solicitar informações sobre os motivos que embasaram a recomendação da Comissão de Ética de sugerir a demissão do ministro. Dilma, que viajou ontem para Venezuela e volta na madrugada de sábado, só deverá receber formalmente as informações no início da semana que vem. Será tempo suficiente para Lupi avaliar a viabilidade de manter-se no governo.
Um dos argumentos que vêm sendo usados para motivar Lupi a deixar a pasta é poupar a família "dos dissabores" causados pelas denúncias. Pai de três filhos, o ministro estaria sensível a essa argumentação. Mas, por enquanto, interlocutores dele dizem que Lupi está disposto a resistir.
Tanto é assim que, no encontro com a presidente Dilma Rousseff ontem pela manhã, o ministro avisou que faz questão de ir à Comissão de Ética para se defender. "Ele (Lupi) espera reverter a decisão da comissão. Ele tem mostrado claramente que vai resistir e que não quer sair como mais um ministro taxado de corrupto", disse Figueiredo.
Em defesa do ministro, os pedetistas alegam que a própria presidente Dilma não ficou convencida da recomendação da Comissão de Ética e pediu mais detalhes sobre os motivos que levaram os conselheiros a sugerir a exoneração de Lupi. "Se a presidente Dilma não o exonerou é porque ela deve ter argumentos suficientes para tomar essa decisão de mantê-lo. Afinal, a comissão sugeriu a demissão do ministro e a presidente não acatou", observou o presidente do PDT.

28 novembro 2011

Ministro adia depoimento ao Senado e ganha tempo


Brasil
Por ANDREA JUBÉ VIANNA / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 28/11/2011 3:07

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, conseguiu adiar por uma semana seu depoimento na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado sobre as denúncias de fraude em parecer técnico que encareceu em R$ 700 milhões um projeto de transporte para a Copa Cuiabá (MT).
O presidente da Comissão, Rodrigo Rollemberg (PSB), tentou agendar o depoimento para esta quarta-feira, mas Negromonte alegou ter 'compromissos inadiáveis', o que adiou o encontro. A manobra irritou a oposição.
O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), acusou o ministro de tentar ganhar tempo para se esquivar mais uma vez das denúncias. 'Essa fuga compromete ainda mais o governo', criticou. Para Dias, a operação orquestrada pela diretora de Mobilidade Urbana do Ministério, revelada pelo Estado na semana passada, é ainda mais grave porque 'a fraude está documentada'.
Dias receia que as denúncias contra Negromonte percam fôlego até a próxima semana, quando o Senado estará focado na votação das mudanças no Código Florestal e na prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU).
Reincidência. O tucano lembra que o ministro conseguiu se furtar do comparecimento à Casa em agosto, quando foi aprovado o convite para que ele se explicasse sobre as primeiras denúncias de irregularidades na pasta: o favorecimento a empresas que haviam doado cerca de R$ 15 milhões para campanhas do PP, partido de Negromonte, e tocavam obras da pasta impugnadas pelo Tribunal de Contas da União.
O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), vai se reunir nesta semana com lideranças do PSDB e PPS para discutir uma estratégia conjunta sobre as denúncias contra Negromonte.
O deputado Paulo Teixeira, líder do PT, tentou amenizar a ofensiva oposicionista contra o ministério. Ele sustenta que as mudanças no projeto foram feitas a pedido do governo do Estado, com o devido 'respaldo técnico'. Além disso, o PT está empenhado em sair da defensiva das sucessivas acusações de corrupção no governo federal e partir para o ataque.
Teixeira adiantou que o partido vai pedir, nesta semana, mais detalhes da operação Sinal Fechado, do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que levou à prisão do ex-deputado federal João Faustino, suplente do senador José Agripino, presidente do DEM. 'Queremos o aprofundamento das investigações', disse o petista, lembrando o DNA tucano de Faustino, que foi subchefe da Casa Civil do governo paulista na gestão de José Serra.

folha: 9:15